segunda-feira, 29 de março de 2010

Sonhos, fantasias e poesias



Eu estou no meu quarto cor-de-rosa escrevendo com a lapiseira cor-de-rosa, eu não deixei de ser tão menina. E eu ainda espero que algo incrivelmente magico aconteça; quem sabe a lua não vira queijo assim como na infância?
Pois é, eu ainda estou no meu quarto cor-de-rosa lendo romance, sonhando romance, esperando romance; ele não veio. E eu não deixei de acreditar em contos de fadas.
Então alguém ai de fora me diga se ele existe, porque o mundo anda meio bege brochante, amarelo apagado, verde sem vida, vermelho sem rubor. E eu ainda estou na sacada brincando com as nuvens, colhendo as estrelas, lendo poemas, esperando amor.


(Nachale Bispo)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Amanhecer




Acordei com a melodia do criador
Ressoando firme em meus ouvidos
E serei eu quem tecerá a letra
E mesmo que me falte coragem de escrever
Serei eu quem tecerá a letra, ou deixarei em branco.
E ainda há tantos medos dessa música
Ainda há inseguranças de como combinar o alfabeto
Sou tão menina
E mesmo que falte coragem de escrever
Chegou à hora, sou tão mulher.

Nachale Bispo

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mais um dia




O sol brilhou hoje por você
Só para que saiba que esta vivo
E quando ele se por
É também para saber. Tudo é passagem.
Mesmo que pareça dor, é só aprendizado
Em dias de chuva, não se esqueça do céu azul.

(Nachale Bispo)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quebra-cabeça



Ao meu amor; por mais um ano de carinho, cuidados, tolerancia, companheirismo e amizade.


Vôou o tempo. E foram também tantas palavras. Espinhos; porque às vezes eu te odeio tanto, que de tanto chega quase a ser amor. E rosas; porque no segundo seguinte você me olha com aquele jeito tão harmônico que me faz esquecer todas as tempestades. Eu não sei brigar. Então eu lembro do seu “sorriso-de-dentes-pequenos” que me trazem mil ternuras, primavera. Eu não quero mais sonhar sem os teus braços me envolvendo, porque só você sabe transformar um simples beijo na testa em música e poesia.
E mesmo depois de todas essas paginas escritas, você me surpreende e me faz ser tão especial como toda mulher deveria se sentir. O nosso amor é quebra-cabeça, que há de se completar todos os dias.

(Nachale Bispo)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Borboletas




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Porque no fim das contas, ninguém esta nem aí. Enquanto você pensa que estão preocupados julgando você, eles estao no mesmo questionamento com relaçao ao que estão pensando deles mesmos, portanto: Crie borboletas no jardim, no estomago, no sorriso, na alma!

(Nachale Bispo)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

De volta à selva



É assim que funciona, todo fim de ano é uma loucura, como se eu pudesse matar um apenas com o olhar. E rolam lágrimas junto com magoas, incertezas repletas da certeza de querer ir embora, para casa, para o ninho, pra Marte se preciso fosse, se possível fosse... mas não dá. Então o ano passa, com alegrias e o sabor de estar com quem se ama, renovando (talvez) a tolerância. Estou de volta a selva.
Ainda me surpreendo com a guerra de personalidades, vez ou outra me deixo abater com a ideia de sobressair, mas para que? Eu sempre fui viajante de um mundo paralelo, mergulhada nas minhas musicas, contos e fantasias, e tentando ser "normal" eu me perdi. Adotei verdades que não eram minhas, misturei a minha essência e me perdi. Eu me perdi. Não era eu. Não podia ser eu.
Não ser igual não agrada, eu não agrado. E vez ou outra ainda me pego sofrendo, porque não se enquadrar machuca. Então o ano continua, correndo com uma pressa feroz, estou de volta a selva e com tudo a que tenho direito: saudades, vontades, medos, tpm , amizades. E passa logo, logo passa.

(Nachale Bispo)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sutilezas

Para minha amiga Mari, que compartilhou comigo sua sensibilidade


De você eu não guardo nada
Nem fotos, nem cartas, nem e-mails
Nem o seu cheiro, nem o gosto do seu beijo
Talvez eu nunca nem tenha te amado
Talvez um dia ou outro eu lembre de você
Ou talvez eu esteja mentindo um pouco
Talvez eu me lembre claramente, do lago, das arvores, dos fogos
Talvez ate mesmo do papai Noel
Talvez... ...
E me lembre das risadas, dos abraços, do apoio
Eu nunca lembrei de ninguém, e eu me lembro de você
A gente nem tinha trilha sonora, e mesmo assim
São aquelas melodias que ressoam em certas brisas do ano
De você eu não guardei nada
Porque as suas palavras quase inaudíveis
tornaram-se por si só parte do meu perfume
E a sutileza e simplicidade da sua alma acrescentaram à minha.

(Nachale Bispo)